sábado, 19 de outubro de 2013

Jogo criativo que estimula o desenvolvimento e a aprendizagem do aluno com deficiência intelectual.

“O professor deve entender as dificuldades dos estudantes com limitações de raciocínio e desenvolver formas criativas para auxiliá-los”
Cinthia Rodrigues (novaescola@fvc.org.br)

É na brincadeira e no jogo que a criança aprende a lidar com o mundo, recriando situações do cotidiano, adquirindo conceitos básicos para formar sua personalidade, vivenciando sentimentos das mais variadas espécies.
De acordo com as concepções de Vygotsky, o jogo e o brinquedo são instrumentos que devem ser explorados na escola como um recurso pedagógico de grande valia, pois além de desenvolver as regras de comportamento, o jogo atua na zona de desenvolvimento proximal, ou seja, a criança consegue, muitas vezes realizações numa situação de jogo, as quais ainda não é capaz de realizar numa situação de aprendizagem formal.
Os jogos e/ou atividades lúdicas promovem o crescimento emocional e social, pois sempre há um desafio interessante e vivo, tornando a aprendizagem natural e rápida. A criança com deficiência intelectual participa ativamente como parte integrante do processo, desenvolvendo-se de maneira integral, onde todas as habilidades e motivações são exploradas.
Os estudos de Piaget (1975) proporcionam a concepção de que os jogos não são apenas uma forma de entretenimento para gastar energia das crianças, mas meios que contribuem para o seu desenvolvimento cognitivo.
De acordo com Vygotsky (1998), a arte de brincar pode ajudar a criança com necessidades educativas especiais a desenvolver-se e comunicar-se consigo mesma e com os outros que a cercam, bem como ajuda também a desenvolver a imaginação, a confiança, a autoestima, o autocontrole e a cooperação. O lúdico possibilita que essa criança se torne cada vez mais autônoma, melhorando sua consciência corporal. Pelo jogo ela aprende, verbaliza, comunica-se com as pessoas, internaliza novos comportamentos e, consequentemente se desenvolve.

JOGO DE ARGOLA


Estimula:
Percepção viso-motora, identificação de cores, relação número/quantidade e cálculos.
Descrição:
10 garrafas descartáveis. Colocar uma porção de areia no fundo da garrafa.
Cortar papel crepom de cores variadas, em tiras e colocar em cada garrafa uma cor.
Recortar em papel preto os numerais de 1 a 10 e colar um em cada garrafa. Cortar tampas de plástico no tamanho que encaixem nas garrafas, para servir de argolas.
Exploração:
        As garrafas ficam agrupadas, e a uma distância de 4 a 6 metros as crianças lançam a argola: quando acertam, verificam o número contido na garrafa e retiram no material de contagem a cor e a quantidade correspondentes. Ganha quem conseguir o maior número de pontos. 

       Este vídeo mostra a confecção de brinquedos pedagógicos com sucatas:









2 comentários:

  1. Olá Querida Simone
    Muito interessante o jogo que você publicou, principalmente as citações de Piaget e Vygotsky quanto aos benefícios dessa estratégia.
    Abraços
    Carla

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  2. Olá Simone! Gostei de sua sugestão e como Piaget diz "os meios que contribuem para o seu desenvolvimento cognitivo".
    Abraços, Mara

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